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PF pede quebra do sigilo fiscal e bancário de Bolsonaro após operação envolvendo Mauro Cid

 Ex-presidente está sendo investigado em operação que apura se militares ligados a ele negociaram joias de forma ilegal

Escrito por Redação , 20:08 - 11 de Agosto de 2023 Atualizado às 22:05

      Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

A Polícia Federal (PF) solicitou, nesta sexta-feira(11), a quebra do sigilo fiscal e bancário de Jair Bolsonaro. O ex-presidente está sendo investigado na operação que apura se militares ligados a ele negociaram joias de forma ilegal, que deveriam ser incorporadas ao patrimônio do Estado. As informações são do portal g1.

As peças que são alvo das apurações foram presentes para a Presidência durante o mandato de Bolsonaro. A ação da PF visa esclarecer se o dinheiro das joias foi enviado para o ex-mandatário da República e se a verba para a recompra das joias partiu dele. A Justiça ainda tem que autorizar a quebra do sigilo.

O pedido ocorre após a operação da PF que fez buscas e apreensões em endereço do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Houve buscas também na casa do pai de Cid, o general da reserva Mauro Lourena Cid.

Bolsonaro afirmou, em nota divulgada nesta sexta, que "jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária". A defesa afirma que pediu voluntariamente, em março, que os itens fossem depositados no Tribunal de Contas da União (TCU) até a definição do que seria feito. 

Conforme as investigações, o general era o responsável por negociar as joias e os demais bens nos EUA – inclusive, recebia os valores em sua conta bancária.

A Polícia Federal brasileira já pediu um acordo de cooperação internacional com os Estados Unidos para quebrar o sigilo dessa conta.

QUEM SÃO OS ALVOS DA OPERAÇÃO?

Conforme a TV Globo e a GloboNews apuraram, há pelo menos quatro alvos:

  • O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid;
  • O pai dele, o general do Exército Mauro César Lorena Cid;
  • O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti;
  • O advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos na Justiça.

A operação da PF foi batizada "Lucas 12:2", em alusão ao versículo da Bíblia que diz: "não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido".

Segundo a TV Globo e a GloboNews apuraram, há mandados sendo cumpridos em Brasília, São Paulo e Niterói (RJ).

"Há muitos estudos que mostram que compra e venda de joias é um caminho clássico de corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos veem como um crime 'seguro', que ficará escondido para sempre. Por isso, é essencial sempre investigar o assunto, quando há indícios de ilegalidades", escreveu o ministro da Justiça, Flávio Dino, na manhã desta sexta-feira, no Twitter. 

Mauro César Lorena Cid é general do Exército e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970.

Durante o governo Bolsonaro, o militar ocupou cargo federal em Miami ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

MAURO CID CITA US$ 25 MIL PARA BOLSONARO

Mauro Cid afirmou ainda em áudio obtido pela Polícia Federal que o ex-presidente receberia US$ 25 mil. Em mensagem enviada ao assessor especial de Bolsonaro, Marcelo Câmara, o ex-ajudante afirmou que o dinheiro poderia ser entregue nas mãos do ex-presidente. 

"Tem vinte e cinco mil dólares com meu pai. Eu estava vendo o que, que era melhor fazer com esse dinheiro levar em 'cash' aí. Meu pai estava querendo inclusive ir aí falar com o presidente [...] E aí ele poderia levar. Entregaria em mãos. Mas também pode depositar na conta. Eu acho que quanto menos movimentação em conta, melhor né?", disse. 

Mauro Cid também tratou da venda de estátuas de palmeira e de barco folheadas a ouro, recebidos pela comitiva brasileira durante visita ao Bahrein em 2019. Ele afirmou que as peças não foram vendidas porque não são de ouro maciço. O caso é investigado em operação da PF deflagrada nesta sexta-feira (11).

Fonte: Diário do Nordeste

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