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Após rompimento com irmão, Ciro Gomes perde força como cabo eleitoral no Ceará

Candidato à presidência em 2022 enfrenta dificuldades para fechar alianças e se posicionar nas eleições deste ano - Por Lauriberto Pompeu — Brasília

19/05/2024 04h31  Atualizado há 8 horas Matéria do jornal O Globo deste domingo ressalta mudança no cenário do estado

    Cid e Ciro Gomes nas eleições de 2018 — Foto: Jarbas Oliveira/                      Agência O  Globo

Antes reconhecido como principal cabo eleitoral do Ceará, o ex-ministro e ex-candidato à Presidência Ciro Gomes enfrenta dificuldades para fechar alianças e se posicionar nas eleições deste ano. Ciro é o principal articulador do PDT e tenta recuperar o prestígio após o rompimento político com seu irmão, o senador Cid Gomes, que se filiou ao PSB. A cinco meses do pleito municipal, Cid ameaça arrebanhar o espólio do pedetista.

Após amargar um quarto lugar na eleição presidencial de 2022, Ciro acompanha uma debandada do PDT local. Em 2020, o partido elegeu 67 prefeitos, mas apenas 14 deles permanecem nos quadros da sigla. A avaliação, tanto de nomes da direita quanto da esquerda, é a de que o atual prefeito da capital cearense, José Sarto (PDT), que tem o pedetista como principal apoiador, corre não só o risco de não ser reeleito, como de ficar fora do segundo turno.

Já o PSB de Cid hoje tem 64 prefeituras, sendo o maior partido do estado, seguido pelo PT, que comanda 45 municípios. O pré-candidato à prefeitura de Fortaleza e presidente da Assembleia do Ceará, Evandro Leitão (PT), aliado de Cid, conseguiu atrair os apoios do PSB, PP, PSD e Republicanos, siglas que apoiavam Sarto.

Além disso, Leitão tem o apoio do MDB e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e conta com o fato de ter uma melhor relação com o governo federal. Sarto, por outro lado, não participou de um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele foi ao estado, em janeiro.

Ameaças ao 2º turno

Evandro Leitão era do PDT até ano passado. Porém, diante da decisão do partido em não apoiar o governo estadual, posição encabeçada por Ciro, ele decidiu sair do partido e ingressar no PT. Pelo mesmo motivo, Cid se filiou ao PSB.

Do lado do atual prefeito há um engajamento do PSDB, do ex-senador Tasso Jereissati, e de partidos menores, como Avante e Agir, o que deve deixá-lo com pouco tempo de propaganda no rádio e na TV. Por outro lado, o fato de comandar a máquina municipal é visto como vantagem para o pré-candidato do PDT.

Além do petista, o ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil), que consolidou uma base de eleitores na cidade por conta do discurso na segurança, também pode ameaçar a ida do prefeito para o segundo turno. Outras pré-candidaturas são a de André Fernandes (PL), identificado com o bolsonarismo, e do senador Eduardo Girão (Novo).

Berço eleitoral

A tendência é que o PSB de Cid indique o candidato a vice na chapa de Leitão para a prefeitura de Fortaleza. No final de março, Ciro culpou o ministro da Educação, Camilo Santana, senador licenciado pelo PT, pela desorganização do PDT.

— O Camilo está por trás dessa cisão do PDT, está por trás de toda a cooptação.

Capitão Wagner avalia que tanto Sarto quanto Evandro são candidatos fortes.

— São duas máquinas fortes. Qualquer dos dois pode estar no segundo turno.

Em Sobral, berço político de Ciro, a situação é ainda pior para o PDT porque o partido ainda não decidiu se irá lançar candidato. Com o rompimento entre os grupos de Ciro e Cid, o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, irmão dos dois, também saiu do PDT para ir para o PSB.

Disputa familiar

Divergências nas eleições

As divergências entre os irmãos Cid e Ciro Gomes ocorrem desde as eleições de 2022 e envolvem o mesmo tema: o apoio ao PT. Cid apoiou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, indo de encontro ao irmão que, após ficar em quarto lugar na votação, decidiu não declarar apoio ao petista, que acabou vencendo o então presidente Jair Bolsonaro.

Base de Elmano no Ceará

Em 2022, Cid defendia ser base do governador Elmano de Freitas (PT), Ciro buscava a oposição.

Comando da Executiva

No ano passado, com o aval de Ciro, André Figueiredo destituiu a Executiva do Ceará, que chegou a ser presidida por Cid, gerando briga judicial entre os grupos.

Briga e troca de partido

A disputa escalou no fim do ano passado , quando os irmãos quase chegaram às vias de fato em encontro do PDT no Rio. Por causa do controle da sigla no estado, os dois tiveram discussão acalorada, com direito a gritos e dedo no rosto. Em decorrência dessa disputa, Cid deixou o partido e migrou para o PSB junto com seu grupo político.

#Ciro#protagonismopolítico#Ceará#Camilo#cresce

Fonte: Jornal o Globo

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